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Chuvas em Cubatão alagam e mobilizam forças emergenciais

Chuvas em Cubatão provocam transbordamento de rio, alagam bairros e deixam famílias desalojadas na Baixada Santista.
Da Redação
3 Min. de Leitura

Chuvas em Cubatão causaram os maiores transtornos registrados na Baixada Santista nesta quarta-feira (6), com alagamentos, famílias afetadas e mobilização das autoridades. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a cidade registrou 194 mm de chuva em 24 horas — o maior volume de todo o estado de São Paulo.

Bairros como Vila Nova, Vila São José e Pilões ficaram completamente alagados. O volume da chuva elevou o nível do Rio Pilões, que transbordou e provocou sérios impactos para os moradores da região. A prefeitura informou que equipes atuaram desde a madrugada para reduzir os danos causados pela enchente.

A Assistência Social e a Defesa Civil acompanham de perto a situação e já prestaram auxílio a cerca de 20 famílias atingidas. Como medida emergencial, a sirene de alerta soou durante a madrugada, e a cidade ativou o Plano de Contingência da Serra do Mar e o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), voltado para áreas de encosta habitadas e do polo industrial.

O Fundo Social de Solidariedade de Cubatão organiza um mutirão de ajuda para atender os moradores atingidos. A Secretaria de Saúde também informou que o telefone 192 voltou a funcionar normalmente após falhas técnicas causadas pelo temporal.

Outras cidades afetadas

Além de Cubatão, outras cidades da Baixada Santista também sofreram com as chuvas. Em Santos, choveu 119,2 mm em seis horas. As fortes precipitações alagaram a orla, os canais 1 a 4 e avenidas como Martins Fontes, Conselheiro Nébias e Rangel Pestana. Caminhões enfrentaram dificuldades para circular e escolas suspenderam aulas.

No Guarujá, a chuva acumulada chegou a 86,9 mm em 12 horas. A força da água abriu uma cratera na avenida Leomil, perto da praia das Pitangueiras. Diversos bairros ficaram alagados, como Vila Zilda, Santa Rosa, Pae Cará e Jardim Helena Maria. A avenida Santos Dumont, em frente à prefeitura, também ficou intransitável. A travessia de balsas entre Guarujá e Santos foi prejudicada, e passageiros relataram que a água invadiu um ônibus da linha 930.

Em São Vicente, o acumulado chegou a 96 mm. Os bairros Catiapoã, Quarentenário e Cidade Náutica ficaram alagados. A Defesa Civil orientou que os moradores não saiam de casa, especialmente em áreas com histórico de enchentes.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve o alerta para chuvas intensas e ventos fortes até o fim da tarde desta quarta-feira. A Defesa Civil do Estado de São Paulo reforçou a necessidade de atenção da população diante da instabilidade do tempo.

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