Santos terá uma nova estrutura para podas emergenciais e manejo de árvores a partir do próximo dia 5. O novo contrato municipal amplia de cinco para 13 equipes operacionais, com profissionais e equipamentos especializados para atender desde serviços cotidianos até ocorrências provocadas por chuvas e ventos fortes.
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A medida busca reforçar a capacidade de prevenção e resposta diante dos eventos climáticos. Entre janeiro e setembro deste ano, 63 árvores caíram em Santos.
As regiões dos morros e da orla de Santos estarão entre as prioridades. Nos morros, a inclinação do terreno, o porte das árvores e a dificuldade de acesso podem tornar as intervenções mais complexas. Na orla, a exposição aos ventos exige atenção principalmente durante períodos de instabilidade meteorológica.
Equipe especializada atuará em áreas de difícil acesso
Uma das principais novidades será uma equipe exclusiva de escalada em progressão, destinada a locais onde caminhões e outros equipamentos mecanizados não conseguem chegar.
O grupo contará com encarregado, dois podadores, dois ajudantes e motorista.
A estrutura de poda mecanizada terá outras cinco frentes de trabalho. Quatro serão destinadas a árvores de até 15 metros, enquanto uma terá equipamentos para intervenções em alturas superiores a 20 metros.
Outra mudança permitirá que as equipes previstas no contrato sejam acionadas emergencialmente em qualquer dia e horário. No modelo anterior, havia uma equipe especial sob demanda para finais de semana e feriados.
Manejo arbóreo passa de 40 para 75 profissionais
O número mínimo de profissionais permanentes envolvidos nos serviços aumentará de 40 para 75. As 13 equipes serão divididas entre atividades de poda mecanizada, escalada, trituração, remoção e transplante, retirada de árvores e tocos e tomografia.
O contrato também prevê equipamentos de maior capacidade. Um caminhão Munck de 35 toneladas será utilizado em serviços de remoção e transporte, enquanto outro, de 18 toneladas, será destinado à remoção de árvores. Anteriormente, eram utilizados três equipamentos com capacidade de 12 toneladas.
A frota também terá critérios mais rígidos: a idade máxima dos veículos passará de dez para cinco anos, com exigência de vistoria ou inspeção e comprovação documental.
Tomografia ajudará na avaliação das árvores
Santos também terá uma equipe específica para tomografia de árvores, composta por engenheiro agrônomo ou florestal, ajudante, veículo próprio e aparelho sônico.
A estrutura dará suporte técnico à avaliação das condições das árvores e se soma às demais ações previstas para ampliar a segurança e a capacidade de resposta do Município diante de ocorrências envolvendo a arborização urbana.

