Mais de 1,3 milhão de consultas digitais já foram realizadas na Hapvida com o apoio da inteligência artificial para transcrição. Em parceria com o Google Cloud, implementada amplamente no segmento da saúde a tecnologia já alcançou mais de 1.800 médicos, reduzindo a burocracia e ampliando o tempo dedicado à escuta e ao cuidado com o paciente.
Em menos de um ano, a inteligência artificial passou a registrar as consultas de telemedicina da Hapvida em todo o país. O modelo acompanha a conversa entre médico e paciente, transcreve, organiza os dados e destaca as informações mais importantes do atendimento. Com a transcrição a cargo da tecnologia, o médico ganha tempo para ampliar a escuta e se aprofundar na queixa do paciente.
A implantação começou em dezembro de 2025, avançou em dez etapas e foi concluída em julho de 2026. Hoje, mais de 1.800 médicos da rede, distribuídos por 27 especialidades, usam a ferramenta em todo o país, inclusive no pronto atendimento digital. Desde o início da operação, mais de 1,3 milhão de consultas digitais já foram realizadas com o apoio da tecnologia.
Funciona assim: a partir da conversa entre médico e paciente, a inteligência artificial auxilia na estruturação da anamnese e do prontuário, além de sugerir o código da doença (CID) e hipóteses diagnósticas. Todo o conteúdo passa pela revisão e validação do médico, que mantém integralmente a decisão clínica e a responsabilidade final pelo registro. Os dados são tratados em ambiente seguro, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
“A transcrição por IA me permitiu focar ainda mais no paciente, nas suas queixas e demandas. Ao mesmo tempo, ajuda a padronizar os registros e facilita a consulta às informações do histórico. Hoje, já é uma ferramenta que é parte importante da minha rotina”, afirma Bruno Gama Catão, médico clínico geral que utiliza a solução nas consultas digitais da Hapvida.
O que mostram os números
A taxa de concordância dos médicos com o CID sugerido pela ferramenta de IA foi de 92% em setembro de 2026, enquanto a qualidade das anamneses geradas foi aprovada em mais de 95% dos casos avaliados em auditorias internas no mesmo período. Além disso, o volume de informações registradas nos prontuários cresceu 56% em relação ao período anterior à adoção da ferramenta. Entre os médicos que utilizam a solução, a aprovação é de 4,10, em uma escala de 1 a 5.
Os resultados acompanham o que a literatura internacional tem observado. Em um ensaio clínico randomizado da Universidade da Califórnia (UCLA), publicado em 2025 na revista NEJM AI e realizado com 238 médicos de 14 especialidades, o uso de ferramentas de IA para registro clínico reduziu indicadores de esgotamento profissional. Em Singapura, um estudo observacional do Singapore General Hospital registrou aumento do contato visual entre médico e paciente sem alongar a consulta.
Para Felipe Arantes, diretor de Produtos Assistenciais da Hapvida, a IA trouxe eficiência operacional e produtividade em escala, permitindo ao médico concentrar-se no paciente e na revisão das informações geradas. “Essa validação orienta a evolução contínua do produto, com registros cada vez mais coerentes e qualificados. Os resultados obtidos com a telemedicina marcam uma virada de chave para a expansão do uso da IA em outras etapas do atendimento. O objetivo é construir uma jornada cada vez mais automatizada e integrada, com o uso inteligente de dados para antecipar necessidades e direcionar o paciente ao cuidado adequado”, ressalta.
Desenvolvida em parceria entre a Hapvida e o Google Cloud, a ferramenta contou com a participação das áreas de Telessaúde, Tecnologia e Pesquisa e Inovação da companhia.
Para Pedro Sabino Gomes Neto, diretor médico corporativo de saúde digital da Hapvida, o principal ganho não está no prontuário, e sim na consulta. O registro ganhou conteúdo, mas o que o paciente percebe é um médico mais atento durante a conversa. Segundo ele, o tempo liberado da burocracia é reinvestido na relação com o paciente, na escuta ativa e no engajamento, traduzindo-se em acolhimento e em um vínculo mais forte com quem está do outro lado da tela. O executivo ressalta que a iniciativa vai além da transcrição.
“Nosso caminho é incorporar a inteligência artificial com critério e transparência, como apoio ao raciocínio clínico, e não como substituto dele. Queremos que a tecnologia devolva tempo à consulta, torne a jornada de clientes e médicos mais simples e fluida, e abra espaço para as próximas inovações em saúde digital”, conclui.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.
Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.
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