São Sebastião relembra, nesta quinta-feira (19), os três anos do evento climático extremo que atingiu o município em fevereiro de 2023 e resultou na morte de 64 pessoas, a maioria na Vila Sahy, na Costa Sul. As chuvas intensas registradas entre os dias 18 e 19 daquele ano provocaram deslizamentos de terra e enchentes, deixando centenas de desalojados e desabrigados, além de causar danos à infraestrutura urbana.
Desde então, o município iniciou um processo de reconstrução com foco na mitigação de riscos e na ampliação da segurança em áreas vulneráveis. A Prefeitura de São Sebastião informou que finaliza um pacote de 12 obras estratégicas de drenagem e contenção em pontos críticos afetados pelas chuvas. O investimento ultrapassa R$ 200 milhões.
Obras de contenção e drenagem
Nas localidades de Vila Paraíso, Vila Progresso e Vila Pantanal, foram adotadas soluções de estabilização de encostas com técnicas de solo grampeado e construção de muros de concreto com tirantes. As intervenções incluíram ainda a implantação de canaletas e escadas hidráulicas para reduzir o impacto da água da chuva e minimizar processos erosivos.
Na Vila Sahy, foram instaladas barreiras flexíveis e estruturas para contenção de fluxo de detritos (debris flow), além de muros de gabião e ações de reflorestamento. O sistema de drenagem foi ampliado com túneis executados sob a rodovia SP-55 e canalizações para assegurar o escoamento adequado das águas no Rio Sahy.
Em Juquehy, na Vila Pernambuco, o canal do rio recebeu revestimento com muros de gabião e colchão reno para proteção contra erosão. Já na Vila Queiroz Galvão (Esquimó), foram executados muros de gabião, solo grampeado e drenos horizontais profundos para retirada do excesso de água do solo.
No bairro Boiçucanga, as obras nas ruas Arthur Leal de Almeida e Guilherme dos Santos incluíram retaludamento e aplicação de solo grampeado. Na Estrada Beira Rio, seguem intervenções para ampliação da via, estabilização do pavimento e nova pavimentação.
No Itatinga, houve remoção de entulhos de unidades afetadas, retaludamento da encosta e reorganização dos sistemas de drenagem pluvial.
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Reconstrução e prevenção
Três anos após a tragédia, o município informa que as obras buscam ampliar a capacidade de prevenção e resposta a eventos extremos, com foco na redução de riscos em áreas suscetíveis a deslizamentos e alagamentos.




