Investigação sobre perfil que atacava comandante da GCM de São Sebastião leva à apreensão de celular e munições

Busca apreendeu celular conectado ao perfil investigado e munições calibre .38; MP pediu novas diligências antes de decidir sobre eventual denúncia
Da Redação
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Uma investigação sobre acusações publicadas nas redes sociais contra o comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Sebastião, André Maciel, levou a Polícia Civil até um suspeito em Caraguatatuba. Na residência, os agentes apreenderam um celular conectado ao perfil investigado e munições calibre .38.

As publicações atribuíam ao comandante supostos crimes de peculato, desvio de dinheiro público e de munições, além de trazer ofensas pessoais. Os comentários foram feitos em páginas regionais e em postagens oficiais da prefeitura.

A investigação também identificou um perfil que usava o nome do secretário de Governo, Célio Moreira. Ele afirmou à polícia que o perfil não lhe pertencia. Segundo a polícia, a conta teria sido usada para reforçar as acusações, mas sua autoria ainda não foi comprovada.

Como a polícia chegou ao suspeito

A Meta, responsável pelo Facebook, informou o número de telefone vinculado ao primeiro perfil. A partir desse dado, a polícia chegou ao titular da linha e obteve autorização judicial para realizar buscas em endereços ligados ao investigado.

Durante o cumprimento do mandado, em Caraguatatuba, os policiais apreenderam um celular que, segundo o relatório da equipe, estava conectado ao perfil investigado. Na residência também foram encontradas 16 munições calibre .38 e fragmentos de projéteis e cartuchos.

O morador foi preso em flagrante por posse irregular de munição, pagou fiança de um salário mínimo e foi liberado. Não há registro de arma de fogo apreendida.

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Próximos passos da investigação

O celular foi encaminhado para perícia. A Polícia Civil pediu a extração de mensagens, chamadas, conversas em aplicativos, fotos, vídeos e e-mails, mas o laudo ainda não havia sido concluído quando o inquérito chegou ao Ministério Público (MP).

O MP solicitou uma nova oitiva do investigado e a conclusão da análise do aparelho. A Justiça acolheu o pedido e devolveu o caso à delegacia por 60 dias.

O investigado exerceu o direito de permanecer em silêncio. Até a conclusão das diligências, não há denúncia apresentada nem condenação relacionada às publicações.

 

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