Um ano duro e outro que será difícil, mas navegável

Da Redação / Arte: Giovanna Figueiredo

Falar que o ano que termina foi trágico é um pleonasmo, a se contar pelo número de óbitos ocasionados pela Covid-19 em função de um desgoverno que flagelou a população nacional, levando milhares de brasileiros à morte, à indigência, ao endividamento e ao completo desespero.

O ano termina assim como começou esse governo, em 2019, com centenas de mortos em Brumadinho após o estouro de uma barragem. Ele, que caça títulos não condizentes à sua performance moral, já pode ser honrado com o de Emissário da Morte, que lhe cabe como o capuz que cobre a cabeça do carrasco.

Concedida a honraria e posta a pedra em cima dessa pessoa, sem deixar de lembrar que, igual a outros personagens obscuros da história brasileira, ele será colocado no mesmo fosso onde elas jazem, partamos para desenhar e concretizar um futuro menos traumático e doloroso que esse dois anos atravessados sob o estigma da morte e dos sonhos e vidas desfeitos.

O ano acaba com muitas famílias despedaçadas e outro ano novo vai começar. Esperamos em Deus e todas as forças benignas que inicie de forma alegre e com lágrimas de alegria e felicidade, diferente destes, que foram inundados de dor.

É imperativo sermos esperançosos de que teremos dias melhores. Afinal, é por isso e para isso que conseguimos ser sobreviventes dessa grande tragédia.

A vida, a esperança e a paz são os nossos novos cartões postais. Felicidades a todos, mesmo sabendo que é difícil por tudo o que aconteceu.

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