Secretário de Meio Ambiente diz que Ilhabela levará três anos para normalizar saneamento

Conjunto de ações e obras transformarão a cidade em um centro nacional de ecoturismo

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib

O secretário de Meio Ambiente de Ilhabela, Francisco Graziano Neto, o Xico Graziano, ao assumir o cargo foi ver o tamanho do problema vindo junto ao convite do prefeito Antonio Colucci (PL), o Toninho Callucci, ao chamá-lo para comandar a pasta. Indagado sobre o que viu após “averiguar” a situação, Graziano respondeu que não ficou nada satisfeito. “Achava que era um pouco melhor, mas está um pouco pior do que eu pensava.”

A situação ambiental crítica agiganta o trabalho de transformar a cidade já conhecida como a Capital da Vela em um grande centro nacional de ecoturismo. Missão também vinda junto ao convite, é o maior desafio do secretário, que elencou uma série de ações para o sucesso da missão.

A coleta e tratamento do esgoto, a coleta e descarte de resíduos sólidos (lixo) e a transformação do terreno do aterro sanitário municipal, no bairro Água Branca, em um viveiro de mudas da Mata Atlântica estão inclusos no projeto que, segundo o secretário, consumirão três anos de trabalho e que, ao seu final, atingirão o ponto de dizer que, em gestão ambiental, “Ilhabela é exemplo para o Brasil”. “Vamos investir muito para melhorar a área”, destacou.

Sobre o aterro sanitário municipal, ele foi desativado em 2004 e a sua desativação total tem de ser autorizada pela Cetesb (Companhia Ambiental de Saneamento Básico do Estão de São Paulo).

Por conta da redução dos pagamentos de royalties, o orçamento que era de R$ 1 bilhão “caiu” para R$ 750 milhões. Graziano não vê dificuldade financeira para melhorar a situação ambiental, observando que a cidade não tem desculpa para não fazer as coisas bem feitas. “Porque tem dinheiro para fazer”, observou, afirmando o motivo da área de saneamento estar ruim. “Quem estava na prefeitura antes não estava nem ai com isso”, criticou.

O atual governo vai realizar obras em parceria com a Sabesp.

“Essas obras vão demorar uns três anos para serem concluídas”, prevê, expondo que os trabalhos consistirão na construção de “muitas estações elevatórias para coletar o esgoto e jogar nas estações de tratamento.” Para isso, os contratos já assinados com a Sabesp estão sendo reconfigurados. “Vamos coletar e tratar o esgoto e cuidar das praias para deixá-las maravilhosas para serem usufruídas”, salientou.

Rigor

Para o secretário, se o poder público não age, o povo segue o exemplo, e isso aconteceu na cidade.

“Carga poluidora muito grande despejada no mar e relaxo na disposição e coleta do lixo, jogado por todos os lugares. O poder público tem a possibilidade da caneta e a fiscalização vai ser forte. Falamos em aplicar multas numa semana e já na outra andei pela cidade, não achei nada para multar. Só o susto ‘despertou’ a consciência”, disse. As multas não ultrapassam a R$ 500,00. “A defesa do meio ambiente não pode ser boazinha, tem de ser rigorosa”, assinalou.

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