Sangue e morte: é a carnificina no futebol

Os dirigentes de clubes, as uniformizadas, o Judiciário, e todo cidadão decente fariam um bem enorme ao futebol e ao mundo se jogassem duro para finalizar a tragédia que ameaça a vida de torcedores e jogadores

Por Aristides Barros / Foto: Aroldo Medina

O banditismo presente no futebol – antes, durante e depois das partidas – que resultou na morte de um torcedor à bala, em Minas Gerais, leva aos jogos a certeza de que a arte da bola nos pés inexiste para alguns marginais. Eles transformam os estádios brasileiros em um campo minado.

Não é fato novo que grupos travestidos de torcida têm nos confrontos futebolísticos um pano de fundo para combates mortais. O mineiro assassinado domingo não é a primeira vítima que tomba nos campos de sangue. E não é de agora que tem gente preocupada em fazer com que as guerras nos estádios e no seu entorno deixem de acontecer.

Na Inglaterra, a ação inteligente envolvendo polícia, Judiciário e esportistas sérios, baniu de vez os hooligans, deixando as partidas para quem gosta de futebol. Mas estamos falando de um país de primeiro mundo, diferente do “pensar Brasil”: primeiro a grana, e que se ferre todo mundo.

A guerra do banditismo que se grudou ao futebol pode ser enfraquecida da forma que o mundo está agindo às hostilidades da Rússia, que massacra o povo ucraniano. Decidiram ir à jugular do país invasor, fazendo sanções que, em outras palavras, é um bloqueio econômico.

Trancando todos os caminhos do dinheiro do atacante, secando todas as suas finanças, o país agressor vai perdendo as forças e o apoio de seus próprios apoiadores, que também ficam sem o “faz-me rir”. E a situação vai ficando insuportável, porque é o dinheiro que movimenta o mundo.

Cá no país de Cabral, os senhores da lei das terras plácidas poderiam ir à jugular de quem financia e patrocina essa pancadaria. Porque alguém está por trás desse espetáculo de horrores.

Os dirigentes de clubes, as uniformizadas, o Judiciário, e todo cidadão decente fariam um bem enorme ao futebol e ao mundo se jogassem duro para finalizar a tragédia que ameaça a vida de torcedores e jogadores, dando às arenas esportivas cor idêntica a das arenas dos gladiadores da Roma Antiga, onde sangue e morte divertiam o povo que, em pleno gozo, iam ao delírio.

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