Quando o jornalista vira notícia

Da Redação / Arte: Giovanna Figueiredo

Buscando respostas depois do acidente que mudou sua vida no Afeganistão, em 2012, o cineasta Hernán Zin entrevistou vários repórteres de guerra sobre os danos pessoais da profissão, o trabalho do cineasta deu título ao documentário “A vida pela notícia”.

Os números divulgados terça-feira (2) pela Unesco no relatório “Ameaças que silenciam: tendência na segurança de jornalistas”, mostra que independente, ou não, de estar em uma zona de guerra os jornalistas correm sérios riscos no exercício da profissão, com muitos deles terminando em morte.

Em um espaço de cinco anos, de 2015 a 2020, o relatório aponta o assassinato de 400 profissionais da imprensa ao redor do mundo. É gente que não gosta de ver eles fazendo perguntas, esclarecendo fatos e denunciando.

No ano passado 62 jornalistas foram mortos por motivos relacionados ao trabalho. Ásia e América Latina são as regiões mais perigosas para os profissionais de imprensa. Cada uma delas registrou 123 assassinatos de jornalistas de 2016 a 2020. A menos violenta é a Europa Central e Oriental, com 9 assassinatos.

No Brasil, foram 14 profissionais assassinados em função de seu trabalho, é o pior local para o trabalho de imprensa entre os países da América do Sul. Na América do Norte, o México enumera 61 assassinatos. Ainda no Brasil, a horda liderada pelo presidente Jair Bolsonaro, que incentiva a violência contra jornalistas, preocupa os profissionais de imprensa, que ainda não foram mortos graças à intercessão dos santos padroeiros da categoria, que estão trabalhando em regime de plantão diário.

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