O respeito à vida passa longe e a morte passa perto

Da Redação / Arte: Giovanna Figueiredo

O megaferiado de 10 dias decretado em São Paulo provocou o que todos esperavam: a descida maciça de turistas e veranistas para as cidades litorâneas.

A válvula de escape dos grandes centros urbanos duramente castigados pela doença que já matou mais de 300 mil pessoas por todo o país desembocou nos municípios do litoral, como se esses também já não tivessem registros trágicos de mortes dessas doenças. Isso agravado pelo fato de suas estruturas públicas de saúde serem muito inferiores aos dos grandes centros urbanos, cujos hospitais públicos e particulares já não suportam mais doentes vitimados pela Covid-19.

O lockdown é para conter a circulação de pessoas com vistas a reduzir a proliferação do vírus, por consequência não aumentar a pressão em hospitais com mais casos e, infelizmente, o registro de mais mortes.

Isso, em outros países, pois o que se vê no Brasil é que as pessoas o têm como um feriado prolongado. Para sair em festas e lotar praias e outros espaços destinados ao lazer. Seria bom, ótimo, fantástico e extraordinário. Mas, se a cada viagem de lazer ninguém estivesse levando a morte ao seu lado. Espalhando ela por onde passa.

A verdade é dura, mas quem desceu, veio trazendo a morte inconsequentemente e com tudo que não tem direito. O seu direito à vida morreu quando deram a partida nos carros, o que pode ser a partida de muitas pessoas dessa para outra vida, se é que existe outra vida além da morte.

Deixe uma resposta