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Kim Borgstrom analisa cenário político de Ilhabela e aponta dúvidas sobre pleito eleitoral

Por Kim Borgstrom /Arte: Giovanna Figueiredo

Passados setenta dias desde que assumiu, interinamente, a cadeira mais cobiçada do litoral norte paulista, a atual prefeita de Ilhabela, Maria das Graças Ferreira, a Gracinha, segue nadando contra uma forte correnteza de crises incessantes, consequentes da fracassada gestão de seu parceiro de chapa eleitoral, Márcio Tenório.

Herdeira direta dos ônus e bônus, Gracinha, que também fez parte da campanha e do governo Tenório, assumiu “de cara” com a grande expectativa de promover mudanças rápidas e efetivas para tentar, ao menos, retomar a confiança de seu grupo e de todo o eleitorado desconfiado da classe política após ação da Policia Federal no municipio.

No entanto, como dizem, a fruta parece nunca cair longe do pé.

Prova disso, sem sombra de dúvidas, foi – e segue sendo – a insistência que a ex-vice-prefeita, hoje prefeita, parece ter de seguir confiando nos mesmos secretários que Tenório confiou e selecionou para administrar importantes pastas milionárias da cidade.

Se não é de fato a rejeição pessoal ou política dos mesmos, com certeza são as incontáveis denúncias de contratos desnecessários e duvidosos realizados, seja para contratação de shows, seja para eventos ou empresas estranhas, que expõem números bem “intrigantes” quando o assunto é enquete de opinião popular nas redes sociais sobre a conduta e trabalho de tais secretários.

Fato é que Gracinha parece ter mais lealdade a manter o primeiro escalão do ex-prefeito afastado e cassado, do que reposicionar importantes peças técnicas para formar, aos poucos, a imagem de um grupo que possa, de fato, chamar de “seu”.

De toda forma, neste paraíso de pedra e areia em que todos nós nos encontramos, obviamente a torcida pelo bem coletivo da cidade fica sempre à frente do sucesso ou fracasso de grupos políticos, porém o retrocesso causado em determinados casos foi tanto, que ficar calado já não deve mais ser uma opção.

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