Justiça italiana condena Robinho a nove anos de prisão por estupro

O ex-jogador do Santos e da seleção brasileira foi julgado culpado por violência sexual de grupo

Por Will Siqueira / Foto: Santos FC

Há pouco, o jogador de futebol Robinho foi condenado pela Corte de Cassação de Roma (última instância da justiça italiana) a nove anos de prisão pelo estupro coletivo do qual participou contra uma mulher em MIlão, na Itália, quando jogava no Milan.

Robinho e seu amigo Ricardo Falco, que também participou do estupro, segundo a investigação do crime, tiveram seus recursos rejeitados pela Corte, a qual os condenou por violência sexual de grupo. O crime aconteceu em 2013, contra uma albanesa, dentro de uma boate da cidade italiana. Não cabe mais recurso, portanto a sentença é definitiva.

Mas, a princípio, Robinho só pode cumprir a prisão na Itália, onde foi condenado. A Justiça italiana pode solicitar sua extradição e a de Falco, porém é muito difícil que eles sejam mandados para a Itália porque a Constituição Brasileira não permite a extradição de nenhum brasileiro.

A única forma de fazer com que Robinho e seu amigo cumpram suas sentenças, é por meio de uma transferência de execução penal. No entanto, de acordo com um levantamento feito pelo UOL, entre janeiro de 2019 e janeiro de 2022, o governo brasileiro recebeu apenas um pedido de transferência de execução de pena.

O órgão responsável por receber a solicitação é a Secretaria de Cooperação Internacional da PGR (Procuradoria Geral da República). Esse único pedido foi executado pela Suiça, mas ainda está sendo analisado pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça).

O fato

Na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013, na boate Sio Cafe, uma jovem albanesa comemorava seu aniversário de 23 anos e conheceu seis brasileiros – dentre eles, Robinho e Ricardo Falco -, que a estupraram.

Em 2014, quando foi interrogado, Robinho confessou ter feito relação sexual com a vítima, porém negou tê-la violentado.

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