Ilhabela terá R$ 110,2 milhões em obras

Mesmo com menos dinheiro em caixa do que a gestão anterior, Colucci faz cidade evoluir

Por Will Siqueira / Foto: Bruno Arib

Entre os diversos destaques da volta de Antônio Colucci (PL), o Toninho Colucci, para a Prefeitura de Ilhabela, o reconhecimento pode ser percebido no ‘Prêmio Cidades Excelentes’, concedido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, na categoria “Eficiência Fiscal e Transparência” para municípios do Estado com 30 a 100 mil habitantes. Avaliado como prefeito de uma das três melhores cidades do país, ele explica os motivos em entrevista. Confira:

LEIA: Como foi voltar à prefeitura depois de quatro anos, sobretudo num momento de pandemia?

Antonio Colucci: Sabíamos que vamos enfrentar enormes desafios e não foi diferente. Assumimos um governo em plena pandemia e uma cidade desacreditada. Tivemos que tomar medidas importantes principalmente no combate à Covid-19. Modernizamos o Gripário Municipal, implantamos uma nova Usina de Oxigênio, exigimos da empresa de transporte coletivo o aumento da frota para evitar aglomerações nos ônibus, testamos a população e estamos com uma campanha de vacinação das mais eficientes do Estado de São Paulo. Todas essas medidas fizeram com que Ilhabela fosse comparada à Nova Zelândia brasileira, com um dos menores índices de mortalidade do Brasil. Estamos ainda no processo de retomada econômica e temos feito esse papel de forma consciente, tanto que Ilhabela é uma cidade segura por conta das nossas medidas no combate à Covid-19, recebendo o Selo Safe Travel. Vivemos do turismo, é a nossa indústria, o que gera emprego e renda para a nossa população. Queremos voltar à normalidade e oferecer aos nossos visitantes o que eles deixaram de aproveitar nesses últimos dois anos. A Prefeitura de Ilhabela tem feito diversas ações para o fortalecimento da economia, seja na realização de eventos e o retorno das escalas dos navios cruzeiros, mas também agora com o Projeto “Capacita Ilhabela”, em parceria com o Senac, que oferecerá 110 vagas em cursos voltados a retomada econômica do município à temporada de verão.

LEIA: Quais foram as maiores conquistas?

Colucci: Retomamos obras de saneamento básico, implantamos drenagem, pavimentações, concedemos bolsa atleta, bolsa orquestra, pagamos auxílio emergencial, ou seja, tivemos respeito com o dinheiro público. Estamos trabalhando para entregar nos próximos meses mais escolas, Postos de Saúde, espaços culturais e esportivos.

LEIA: Uma das limitações do município é não contar com o orçamento de R$ 1 bilhão que havia no seu mandato anterior. Como fazer?

Colucci: A nossa gestão trabalha com um orçamento elaborado pela gestão anterior. O orçamento de 2022 foi projetado e executado pela minha gestão e estimamos algo em torno de R$ 850 milhões, com destaque para R$ 110,2 milhões em obras por toda a cidade. Nosso objetivo é atender os anseios da comunidade e colocar em prática compromissos que assumimos ainda em campanha. Com um orçamento mais enxuto, tivemos que nos adequar, revendo contratos, suspendendo desapropriações que não tinham real interesse público, promovendo leilões que já somam R$ 1,3 milhão que estão retornando aos cofres públicos e ainda conseguimos diminuir valores de licitações se comparados com a gestão anterior.

LEIA: Ilhabela obteve nota C no IEGM (Índice de Efetividade da Gestão Municipal), que mostra como estão as prefeituras fiscalizadas pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), o que significa, segundo o órgão, “a pior nota do indicador, equivalente a Executivos com ‘baixo nível de adequação’”. Quando o senhor concluiu seu último mandato, o município tinha nota B, o que fará para recuperar essa posição?

Colucci: Isso ainda é reflexo da má administração e dos escândalos realizados pela gestão passada em contratos, licitações e desapropriações. Realizamos um choque de gestão e acompanhamos de perto todos os processos da prefeitura, exigindo transparência e que as empresas praticassem valores de mercado. O efeito foi imediato, tanto que Ilhabela foi premiada entre as três melhores cidades do Brasil com até 50 mil habitantes em “Eficiência Fiscal e Transparência”.

LEIA: Até pouco tempo, a cidade tinha apenas 4% de seu esgoto tratado. O que o senhor tem feito referente a esse problema?

Colucci: Estamos trabalhando e cobrando a Sabesp. Muita coisa ficou parada na antiga gestão e estamos colocando para funcionar. Quando eu saí, deixei cinco estações elevatórias de esgoto prontas, que só precisavam do licenciamento. Depois de quatro anos eu voltei e as estações ainda estavam inoperantes. Assumimos a gestão este ano, ajustamos os entraves burocráticos, fizemos a manutenção dessas estações junto com a Sabesp e hoje, as cinco estações estão em pleno funcionamento, o que permitiu a ligação de mais 1,5 mil imóveis à rede coletora de esgoto. E o que falar sobre o andamento da obra da nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) no bairro da Feiticeira, na Região Sul? Quando assumimos a gestão, finalizamos a desapropriação do local, concluímos o licenciamento, refizemos o projeto e abrimos a licitação. Hoje, a obra já começou e em 15 meses teremos uma nova estação de tratamento, que vai tratar de 7 a 9% do esgoto. Ainda na Região Sul, a obra da nova ETE está na fase de pré-licenciamento e as obras estão previstas para ter início em 2022. Estamos trabalhando intensamente para garantir os 100% da coleta e tratamento de esgoto em Ilhabela até 2025, como colocamos no plano de governo.

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