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Gritar pela saída do poder só no futebol

Da Redação / Arte: Giovanna Figueiredo

Se o povo da pátria de chuteiras tivesse o mesmo sentimento pela Pátria Mãe e vestisse a camisa do país com amor semelhante ao que enverga a camisa do seu clube de coração, talvez a retirada de políticos das quatro linhas do campo administrativo de suas respectivas cidades, estados e o país, seria tão rápida quanto à saída forçada de técnicos de suas agremiações, quando estes não trazem o resultado esperado pelas torcidas.

Ilustra o tema a derrota do Flamengo por 3 a 0 para o Atlético Paranaense, dentro da própria casa do Rubro Negro carioca, o Maracanã, o que provocou milhares de pedidos de saída do técnico Renato Gaúcho, que cedeu a pressões na mesma noite da derrota fragorosa. Renato pediu demissão, mas a diretoria não aceitou e os flamenguistas continuarão pedindo a cabeça dele, que anos atrás defendeu as cores do clube.

As torcidas furiosas nos estádios travestidas de defensores imbatíveis de suas agremiações derrubam técnicos, e até presidentes esportivos. Elas são os mesmos brasileiros que ficam indiferentes, passivos e submissos aos mandos e desmandos de seus dirigentes políticos.

Não vão com tanta sede ao pote quando estes lhes desferem golpes fortes, os derrubam cada vez mais para baixo na escala social, os deixando nos índices mais baixos da miserabilidade.

No campo político baixam a cabeça à espera de um salvador da pátria; dentro dos estádios de futebol unificam pensamentos se tornando extremamente fortes, derrubam os técnicos e presidentes e, depois, saem alegres para serem derrotados pelos políticos.

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