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Geografia, saúde e felicidade

Por Alberto Pereira dos Santos / Arte: Giovanna Figueiredo

Inspirado no legado de meu ex-professor Milton Santos, que completaria 95 anos no dia 03 de maio, mês do geógrafo e geógrafa, a pandemia Covid-19 nos convida a pensar e agir. O que tem a ver geografia, saúde e felicidade?

Terra é substantivo feminino. Água é substantivo feminino. A Geografia é uma ciência que estuda as relações entre os humanos no espaço geográfico, isto é, no planeta Terra-Água. Na cultura tupi-guarani, nossos irmãos indígenas entendem o espaço geográfico como Mãe-Terra.

Que Mãe amorosa e cuidadosa sentiria felicidade com as doenças dos filhos e filhas? Ao primeiro sinal de doença, a mãe ou o pai não deve negá-la como se, negando, a enfermidade do corpo desapareceria.

Há semelhanças entre o corpo humano de uma criança e o planeta Terra: cerca de 70% de água. Outra semelhança é o fato de que as águas de nossos corpos contêm salinidade, algo que nos faz lembrar da água salgada do mar. Mente saudável, corpo saudável. Mente doente, corpo doente.

A Ecodoença, ou doença da Casa-Terra, é o reflexo das enfermidades morais por parte dos corpos do sistema financeiro, econômico, político, religioso, empresarial e familiar. Fake-news, autoritarismo, violência, armamentismo, mentalidade escravocrata, colonialismo, patrimonialismo, corrupção na política, assassinatos de pai contra filhos, crimes de líderes de igrejas, enfim, essas doenças morais produzem infelicidade sobre enorme contingente populacional de humanos nos territórios, em diversas escalas do espaço: no bairro, no município, no estado, no Brasil, na Casa-Terra.

A Geosaúde, ou a saúde da Mãe-Terra, depende da saúde biofísica-psíquico-espiritual de cada corpo humano que atua nos corpos do sistema financeiro, econômico, político, jurídico, religioso, empresarial e familiar. O Brasil está na UTI planetária. Há, porém, chance de recuperação e a Geoética sinaliza para a felicidade possível.

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