Comerciantes enfrentam rigidez da pandemia e evitam demissões

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib

O comerciante Rodrigo Rocha, 42 anos, dono de uma sorveteria diz que os mais afetados com as restrições é o setor de alimentação, setor onde ele também mantém o seu empreendimento. “Vemos bancos com filas, supermercados e ônibus lotados e alguns setores que não são atividades essenciais em funcionamento”, destaca.

“Ou fecha pra todo mundo ou se restringe o funcionamento com os devidos cuidados”, observa. Ele revelou que suas vendas já caíram pela metade, 50%. “Tinha pontos de venda e ambulantes na praia. A gente vinha se preparando para esse verão, porque no ano passado não foi bom. Temos as nossas reservas, mas estamos preocupados com nossa equipe e com as suas famílias. Não demiti nenhum funcionário.”

Ante o momento crítico foi indagado o que deseja para São Sebastião no dia 16 de março, aniversário da cidade. “Hoje a gente deseja saúde para todo mundo que tenha bom desenvolvimento e que a administração consiga contornar toda essa situação para a cidade funcionar e voltar a ser alegre para os moradores e para os turistas.”

Na banca de jornais, em Barequeçaba, Lucia Kioko Kobayashi disse que as vendas caíram 40%. Ela sabe que a perda de empregos em outros setores é responsável por essa queda.

“Está difícil para todos, mas a gente espera e torce para que tudo isso acabe logo”. Lúcia reforça que a melhora vai ser a partir de que o maior número de pessoas sejam vacinadas. “O governo precisa providenciar com urgência, o país todo está sofrendo muito.”

Dono de um supermercado em Maresias, Gabriel Willian Tavares, 27, diz que agora a situação está equilibrada, mas ressaltou que houve a diminuição nas vendas. “Porque está aumentando o número de pessoas desempregadas, por causa de muitos empreendimentos que estão parando”, afirmou.

Sobre o motivo de ser uma época difícil para todos, o comerciante dá a mensagem otimista. “Vai melhorar e a gente vai voltar a ter bons dias. A cidade vai voltar a desenvolver o seu potencial, que é o turismo. E nós vamos recuperar o tempo perdido”, concluiu.

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