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Começa a ser implantada hoje a Rota do Rock em comemoração ao Dia Mundial do ritmo

A Rota foi pensada pelo músico Philippe Seabra e busca recontar a história do ritmo na Capital Federal que também é conhecida como Capital do Rock

Por Giovanna Figueiredo / Foto: Divulgação

Em 13 de julho de 1985. A data em que ocorreu o histórico festival Live Aid, que proporcionou simultaneamente shows de grandes nomes do ritmo, em Londres e na Filadélfia, nos Estados Unidos, na ocasião o músico inglês Phil Collins declarou que aquele deveria ser considerado o ‘Dia Mundial do Rock’.

O mega festival, foi organizado para arrecadar fundos para combater a crise humanitária na Etiópia e  reuniu em seus dois palcos grandes nomes do universo roqueiro, como as bandas U2, Queen e Black Sabbath, artistas como David Bowie, Paul McCartney, Elton John e Eric Clapton, membros do Led Zeppelin e muito mais, além do próprio Collins, único artista a cruzar o oceano e tocar nas duas cidades. De fato, um dia histórico para o rock mundial.

Apesar de batizado de ‘Dia Mundial do Rock”, a sugestão de Phil foi seguida apenas pelos brasileiros, que passaram a comemorar a data em 1987, incentivados por campanhas em rádios de São Paulo.

Rota do Rock Nacional

O rock nacional ganha força nos anos 80, quando surgem as principais bandas do gênero no país, Aborto elétrico, Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude e muito mais. Além do rock, sabe o que mais une todas essas bandas? Elas nasceram na Capital do Rock, Brasília.

Para comemorar a data, um projeto do músico Philippe Seabra, guitarrista da Plebe Rude começa ser colocado em prática na Capital do Brasil e do ritmo. A Rota do Rock, que vai consistir na colocação de placas na cidade de Brasília, serão 41 ao todo, mostrando os principais pontos da história do rock na cidade.

Nesta terça-feira (13) inicia a implantação de placas de informação em 15 lugares. Hoje é inaugurada a placa da Torre de TV. Ainda nesta semana, outras 14 peças serão colocadas, em lugares que já são espaços turísticos, como a Ermida Dom Bosco, mas também em frente a prédios que poderiam passar despercebidos por quem não conhece os detalhes. No conjunto residencial da Colina, onde residem professores e estudantes da Universidade de Brasília, por exemplo, aqueles jovens roqueiros se reuniam para compor e tocar, e assim ficaram famosos como “Turma da Colina”. A iniciativa que tem recursos público-privados – nasce para que, mesmo quando houver silêncio, os sons da memória toquem mais alto.

“A preservação é um legado que quero deixar para o meu filho para que essa história não desapareça. Sem dúvida, Brasília ainda é a Capital do Rock”, explica Seabra.

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