Canal de Bertioga virou ‘Avenida Paulista’ do Litoral de São Paulo

O trânsito e barulhos de motos aquáticas e lanchas afetam o mangue, que é berçário de várias espécies de peixes e também os animais terrestres e aves

Da Redação / Foto: Marcos Pertinhes | PMB

A reportagem do jornalista Carlos Ratton ao Diário do Litoral, publicada em 20/12, mostra a degradação do Canal de Bertioga, que nos fins de semana, vira uma espécie de “rodovia marítima” de endinheirados que adoram ostentar suas potentes máquinas aquáticas sem se importar com a população caiçara, que vive da pesca, e nem com a fauna e flora dentro e próxima do acesso marítimo.

O jornalista falou com diversos pescadores e entidades que tentam chamar a atenção das autoridades municipais, estaduais e federais para o que acontece no canal e é unanimidade que a situação do local está entregue ao descaso. O trânsito e barulhos de motos aquáticas e lanchas afetam o mangue, que é berçário de várias espécies de peixes e também os animais terrestres e aves.

Olhos Fechados

A fiscalização – apontou a reportagem – poderia ser realizada pela Base de Monitoramento Ambiental, que fica no km 13,5 da Estrada Guarujá-Bertioga, às margens do Canal de Bertioga. Mas, a base não cumpre a finalidade que deveria.

A Base teria se transformado em uma fábrica de chocolate, com o equipamento, dentro de uma área da União e construído com dinheiro público, sendo cedido ao Instituto Alimentando o Bem, que foge à proposta de preservação ambiental. A comunidade ribeirinha vem desde 2010 solicitando o espaço para aprender novas técnicas de manejo, de preservação ambiental e para atividades sociais. Há até um abaixo-assinado de abril deste ano.

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