Baixada Santista, Bertioga e o peixe fora d’água

Da Redação / Arte: Giovanna Figueiredo

Cidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira estão unidas no movimento #PedágioNão, que é contra a instalação de um pedágio na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Itanhaém. O ato é reforçado pelas Câmaras Municipais da Baixada, associações comerciais e entidades preocupadas com os prejuízos da medida ao turismo e comércio do litoral.

A exceção fica por conta de Bertioga. A cidade integra a Baixada Santista, mas não se envolve nos temas da região, fica restrita ao umbiguismo de sua classe política, cujo prefeito agora se exibe nos teclados. Na ausência do nada, qualquer coisa serve para matar o tempo, enquanto o povo padece à espera que a providência divina sane os problemas de Bertioga, também afetada pela pandemia do coronavírus.

A doença virou o muro das lamentações para administrações inaptas que jogam a culpa de tudo na doença quando, na verdade, é o vírus da incompetência o causador de estragos enormes.

A ausência de Bertioga nesse problema da região evidencia a cumplicidade do prefeito da cidade, Caio Matheus (PSDB), ao governador Doria, revelada pelo prefeito em entrevista a uma rádio de Mogi das Cruzes, quando disse ser favorável à instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Bertioga.Igual ao Litoral, Mogi e Região lutam contra a instalação de dois caça-níqueis viários, na Mogi-Dutra e na Mogi-Bertioga, esse último, se confirmado, prejudicará o turismo e o comércio de Bertioga. Mas, Caio Matheus não é turista e nem comerciante. Os incomodados que se explodam.

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