Associação Comercial de Caraguá diz que o setor é o mais prejudicado pela Covid-19

Comércio luta para sobreviver na cidade há mais de 1 ano

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib

Maior cidade do Litoral Norte, Caraguatatuba também vem sentindo os efeitos do período de mais de um ano de pandemia de coronavírus no que se refere ao comércio. Em entrevista ao jornal LEIA, o presidente da ACEC (Associação Comercial e Empresarial de Caraguatatuba), Lucas Domingos Gallina, afirmou que o setor tem sido o mais afetado. Por conta disso, a entidade aproveita o aniversário de 164 anos de emancipação da cidade para desejar que a crise sanitária tenha fim e que as empresas em Caraguá voltem a prosperar.

“Entendemos que o momento é de muita dificuldade para o comércio como um todo. Estamos vivendo um verdadeiro caos na economia e com prejuízo maior para o comércio que, a nosso ver, é quem mais tem sofrido as consequências da parte financeira da pandemia”, apontou Gallina.

Apesar do cenário negativo, ele colocou a ACEC à disposição dos associados. “Temos muita esperança na retomada, nossa região tem muito potencial para crescimento e a ACEC vai estar sempre buscando o melhor para seus associados visando o desenvolvimento da cidade.”

Convidado a apontar a forma como a associação tem se mobilizado para ajudar o comércio, ele observou que o setor tem respeitado as determinações e decretos, mas ressaltou que tem recorrido a medidas judiciais, com o ingresso de um Mandado de Segurança contra o Governo do Estado pedindo a reabertura do comércio da cidade.

“Além disso, temos lançado campanhas, disponibilizado serviços, entrevistado autoridades, colocado nossa estrutura toda em prol de todas as soluções possíveis, desde que não infrinjam as leis e normas determinadas. Também colaboramos com um movimento para auxiliar as pessoas em situação de vulnerabilidade no início da pandemia, chamado COVIDA, que arrecadou mais de mil cestas básicas para serem doadas”.

Sobre a atuação da Prefeitura de Caraguatatuba no enfrentamento à pandemia, o presidente da ACEC afirmou que o trabalho está dentro da normalidade.

“À medida do possível e de nosso entendimento, acreditamos que a prefeitura tem se desdobrado para atender as duas pontas, comércio e população, no que diz respeito à preservação da vida. Contudo, ainda faltam alguns incentivos no âmbito fiscal, que poderiam ser um alento para o comerciante num momento de tamanha dificuldade. Porém, entendemos que esses incentivos devam partir de cima para baixo, englobando todas as esferas do poder público.”

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