Aniversário vergonhoso, mas Bertioga é maior que tudo

A cidade de Bertioga completa, neste 19 de Maio, seus 30 anos de emancipação político-administrativa de uma forma que os bertioguenses jamais pensaram. O município verteu em dor condoído pelas mais de 100 pessoas mortas pela Covid-19 e, agora, constrangida pela notícia de suposta prática de extorsão envolvendo os detentores dos cargos de maior projeção política da cidade.

Prefeito e presidente da Câmara, que já têm uma parceria de anos, foram envolvidos numa grave denúncia de extorsão que caberá aos órgãos ligados ao Judiciário saber o que Executivo e Legislativo têm a ver com o caso que ganha mais atenção que a própria história da cidade, que não nasceu para ter o seu nome “andando de boca em boca” de forma constrangedora.

O assunto que dobra o estômago não invalida e nem diminui a luta destemida dos emancipacionistas que trouxeram luz ao município como as mães trazem suas crianças à vida. O feito por eles e o que é feito atualmente de Bertioga, que tem ganhando o noticiário nacional com escândalos terríveis, são coisas muito distintas.

Homens e mulheres iguais ao casal Jerônimo Jerônimo de Souza Lobato e Eunice Olsen Lobato – tema de matéria especial nesta edição – têm aos montes em Bertioga. Mas assim como fizeram nascer um município e o estão vendo crescer, não é novidade que crianças más também venham a mamar o doce néctar da cidade já adulta.

As crianças ruins trilham outros caminhos, arranhando a honra da cidade gerada com amor e idealismo. O bem e o mal sempre vão existir. Mas, ressalte-se que o bem e os grandes nomes dos emancipacionistas permanecerão no mais alto grau da história da cidade. Já os rasteiros serão lançados para a lata do lixo municipal.

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