A batalha interna e a morte batendo à porta

Da Redação / Arte: Giovanna Figueiredo

O tema Covid é recorrente e, por mais que seja fustigante a enorme quantidade de notícias acerca do mal que flagela o mundo, que agora abate com maior poder destrutivo os brasileiros, mortos às centenas nos hospitais do país, nunca é demais falar sobre a doença e os cuidados a serem tomados para, além, de não contrair, não espalhar o mal.

Máscara, álcool em gel, isolamento e distanciamento social, tudo misturado ao bom senso de querer fortemente que não aconteça aos outros o que deseja, fortemente, que não aconteça a você. A humanidade chegou até aqui escorada nesse princípio que pressupõe o instinto de sobrevivência, característica de todo animal, seja ele racional ou não.

Portanto, tripudiar dessa condição humana dispensa chamar o ser que, hoje, se porta de tal maneira de qualquer criatura existente no mundo habitado, dispensa tentar defini-la tal ser por qualquer nomenclatura que possa ser achada no vocabulário terreno. Fazem parte de algo desconhecido e indefinido dentro do universo civilizado, habitado ou não.

No âmbito da saúde mental é melhor tê-los como presenças que andam erroneamente na Terra, sem destino, surgidos para testar nossa fé, medir a força que temos para suportar o peso de suas indiferenças diante do caos. O que por vezes causa tamanha indignação a ponto de descermos à mesma insanidade, desejando-lhes o mal que propagam à existência.

Se ficarmos iguais, a guerra será perdida, o mal triunfa. Depende de nós escolhermos como vai ser o final dessa grande batalha.

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